Videos. Músicas para cantores de chuveiro e performáticos em geral

abril 30, 2009 - por Mdemarcelo @ 4:44 pm

Pra fechar o mês…

Quando aberrações como “O Teatro Mágico” começam a tomar conta da cena musical, você logo pensa que chegou o fim.

Mas, no meio dessa bagunça sonora internética, eis que surge o Voca People e suas performances chuveirísticas.

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Videos. Músicas para modernosos e outros tipos metidos à besta

- por Mdemarcelo @ 11:14 am

Tá sem tempo de atualizar o Blog?

Toca mais uma música.

Quando aberrações como “O Teatro Mágico” começam a tomar conta da cena musical, você logo pensa que chegou o fim.

Mas, no meio dessa bagunça sonora internética, eis que surge o Projeto Nave e suas canções para modernosos e outros tipos metidos à besta.

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Videos. Músicas para trintões e outros excêntricos ultrapassados

abril 16, 2009 - por Mdemarcelo @ 10:23 am

Quando aberrações como “O Teatro Mágico” começam a tomar conta da cena musical, você logo pensa que chegou o fim.

Mas, no meio dessa bagunça sonora internética, eis que surge Renato Godá e suas canções para trintões e outros excêntricos ultrapassados.

P.S. Repare nos créditos que o responsável pelo áudio é o mesmo sujeito da foto do primeiro post deste blog. O mundo não é mesmo uma kitchnet?

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Historias. Desculpe meu amigo… Você não pode ser locutor.

abril 14, 2009 - por Mdemarcelo @ 4:20 pm

Você bem sabe que a universidade e escolas em geral são espaços para experimentações que possibilitam o desenvolvimento intelectual do estudante por meio de um intercâmbio dinâmico e ativo entre ele e o novo ambiente profissional.

Mas quando se dá de fato a profissionalização? O que diferencia o amador do profissional?

A resposta é simples: salário.

Quando uma empresa compra a sua mão de obra e te remunera pelo desenvolvimento de uma função, independente do tipo e do tempo de formação, você saiu do casulo e tornou-se um “profissional de mercado”.

Evidentemente, quanto mais sólida a formação, maiores as chances de sucesso do novato.

No caso dos profissionais da voz, e de outras funções correlatas, há um elemento que cria alguns problemas de interpretação sobre profissionalização: o famigerado DRT.

Em tese, quem possui tal registro é profissional.
Mas se mesmo registrado niguém compra o seu trabalho, ainda não houve a profissionalização, concorda?

O fato é que para atuar no mercado paulistano, existe esta “necessidade”, o que cria um sub-mercado: as escolinhas caça-níqueis.

Nesses cursos, nada baratos, vende-se a idéia de que em apenas três meses é possível que um sujeito que nunca entrou em um estúdio esteja pronto para encarar o desafio do microfone.

Pra quem não sabe, funciona mais ou menos assim: as escolinhas contratam um locutor que esteja no ar em alguma emissora comercial, pra chamar a atenção do incauto candidato, e esse cara, que é excelente locutor, não é exatamente um excelente professor.

Ou seja, uma formação duvidosa que, a cada ano, coloca no mercado algumas dezenas de “profissionais”.

E toda essa turma quer trabalhar. Quer ganhar dinheiro. Quer se profissionalizar.

A que preço?

Qualquer preço.

Como o rádio não comporta tanta gente assim, todo mundo corre pra “locução comercial”, que, apesar do termo não existir formalmente, se tornou uma nomenclatura tão abrangente que cabe de tudo. Do cara que anuncia as ofertas na porta de uma loja ao que grava anúncios para campanhas em nível nacional, passando pelo desempregado, todo mundo se auto-declara locutor comercial.

O resultado é a destruição da cadeia produtiva por pessoas cada vez menos preparadas para o exercício da função, armadas com seus home-estúdios comprados na Sta Ifigênia.

O que deveria ser assim:
Cliente –> Agência –> Produtora de Vídeo –> Produtora de Áudio –> Estúdio –> Locutor.

Está assim:
Cliente –> Carinha do Home Estúdio.

Preciso dizer quantas pessoas ficaram sem trabalho por causa do tal sonho de ser “locutor” do cara que comprou o cursinho da escolinha?

Nesse processo apenas a escolinha caça-níqueis, que, antes de tudo, deveria primar pela ética e ter a hombridade de dizer “Sorry, my friend. Você não pode ser locutor.”, saiu ganhando. Levou o dinheirinho de um montão de gente que não possui condições técnicas para exercer o trabalho.

Ouça exemplos de falta de condições técnicas no cassete.

Locutor 1: fanho. Locutor 2: come letras. Locutor 3: não possui fluência.

Isso posto, voltemos a questão inicial.
O que diferencia o amador do profissional?

A resposta já não é tão simples: condições técnicas, formação sólida, postura ética e entendimento das relações de mercado, são um bom começo.

————————-

Em tempo: Sim, eu passei pela escolinha.
E pra deixar bem claro o tamanho da picaretagem, na minha turma havia uma peruana que mal falava português. Sua frase mais comum era “no entiendo”. Deve ter se tornado locutora comercial.

O que eu ganhei com o curso?
Alguns bons amigos.
Por este prisma, até que saiu barato.

Portanto meu filho, minha filha, meu amigo e minha amiga: se você percebeu que o negócio ficou meio estranho, pare de pensar que a culpa é das pessoas que não te dão uma oportunidade. Não ajude a deflacionar o mercado. Parta para outra e encontre o caminho certo para desenvolver suas potencialidades.

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Audios. Rádio Metodista

- por Mdemarcelo @ 10:37 am

Gravado em 1999.

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Videos. E se você vivesse com uma família cheia de vozes profissionais?

abril 9, 2009 - por Mdemarcelo @ 10:50 am

É o que acontece na esquete dos novaiorquinos do Poykpac, um grupo que produz algo que pode ser chamado de “humor on-line” ou “humor on-demand”.

A historieta me fez lembrar a clássica figura do locutor que nunca sai do personagem. Você, certamente, deve conhecer uma destas.

O saudoso Almir Ricardo, sempre que me encontrava, imitava um desses caras com uma frase pronta cheia de vogais alongadas no final das palavras, no mais autêntico estilo sergioboquiano:

“Olhaaaa…talvez você não saiba, maaaasss…eu sou locutor”


Não lhe parece bizarro?

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Historias. “Abre aí o microfone e fala”

abril 7, 2009 - por Mdemarcelo @ 4:26 pm

Muito bem, você ouviu lá o programa de estréia e já sabe que ele gerou motivação suficiente para eu pesquisar mais sobre esta possibilidade profissional.

Mas eu trabalhava em uma montadora e ganhava um salário razoável.

Pra quem nasceu na periferia, como eu, isso já é motivo suficiente para se pensar 3 vezes.

O que fazer?

Óbvio.

Então, em 27 de julho de 1998 me desliguei daquele emprego e passei a direcionar esforços em busca de um estágio na área de comunicação, sempre vislumbrando a possibilidade de falar.

Falar, falar. Eu queria falar. Afinal, eu era um falador nato.

Por sorte ou coincidência, na segunda semana do mês seguinte, vagou a cadeira de locutor da manhã na rádio da universidade.

Um teste seria realizado entre os alunos que se candidatassem e a cordenação escolheria o próximo a ocupar a vaga.

E assim aconteceu. Uns trinta candidatos se apresentaram para um teste simples: abertura de hora, anúncio/desanúncio de música e tres notas curtas.

Agora restava aguardar o resultado.

Na semana seguinte, Cris Moraes, a locutora da noite, bateu na porta da minha sala de aula pra trazer a boa nova.

“O André escolheu você”, foi a frase usada por ela.

Caraca, merrmão, o cara vai ser locutor de rádio.

Trâmites burocráticos e exames médicos feitos, o início das atividades ficou marcado para 1º de setembro.

Naquele dia cheguei pontualmente as 7, pra abrir a programação as 9.

Fui recepcionado pelo funcionário mais antigo, o programador Yeis de Lima, o rocker da foto do destaque, ao lado de outra cria da rádio, a talentosa Letícia Rosa.

Yeis sabe muito de música e é uma espécie de ícone do curso de comunicação daquela casa.

Durante minha estada ali, Yeis me apresentou artistas e contou histórias como as do surgimento da primeira Boy Band (New Edition) e de como Brian Epstein enfiou um terninho maneiro nuns caras de Liverpool que acabaram fazendo algum sucesso(Beatles).

Então, com a programação feita e os discos de vinil já engatilhados na vitrola, indaguei: e agora, o que eu faço?

- Poha, abre aí o microfone e fala.

Abri o microfone, uma luz vermelha acendeu e do outro lado do aquário as pessoas aguardavam ansiosas para ouvir o novo locutor.

Fechei o microfone e pus uma música no ar. O que me rendeu uma sonora vaia.

Pois é, falar é fácil. Falar profissionalmente é outra história.

10 anos depois, a rádio da universidade (finalmente) foi para a internet.

Para a ocasião tivemos hino nacional, reitor, dignissímo professor fulano de tal, professora sicrana, uma pataquada de envergonhar político cara de pau ou, se preferir, para inglês ver.

Fui convidado para conduzir a primeira transmissão internética.

Veja só que honra.

Mas como não estava no ar, em uma emissora comercial, à época, fui desconvidado. Coisas de um duvidoso professor chamado João Plaça Jr.

Por insistência de outro professor, fiquei responsável por conduzir as três horas finais daquele dia de estréia.

A rádio de hoje não é, nem de longe, tão charmosa quanto a que encontrei em 98.

Os vinis e os toca-discos não existem mais. A velha mesa botoneira foi substituída, pasmem, por uma mesa de PA(colocar gente que nunca fez rádio a frente de um projeto acadêmico voltado para este tema só poderia dar nesse tipo de cagada), o jeitão de inferninho agora era jeitão de hospital.

Enfim, não era mais a rádio que eu conheci.

E como ali também ninguém me conhecia, mais uma vez, criou-se certa expectativa do outro lado do aquário.

Microfone aberto, sem luz vermelha:

- É bom estar de volta.

A mesma velha vinheta, guardada em um MD surrado.

- Aqui fala o Marcelo, no comando da sua rádio *** até as 10 da noite.

E assim foi. Dessa vez eu tinha muita coisa pra falar. E falei. Sem vaias.

E veja só o que é a vida.

Minutos depois desse breve retorno, recebi, no ar, um e-mail da Cris Moraes, aquela do começo desse relato, lembra?

Ela dizia:

- Marcelão, é bom te ouvir de novo, cara.

Pequenos troféus cotidianos.

Infelizmente não encontrei gravações desse período nos velhos cassetes.

Encontrei 2 cassetes dessa época.

Não são um primor de qualidade e performance mas dá pra se ter uma idéia do que estou falando aqui.

Clica em ÁUDIOS que tá lá.

E a sua primeira vez no ar? Como foi?

Conte pra gente.

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Audios. Blues Anytime

abril 2, 2009 - por Mdemarcelo @ 3:39 pm

Programa/Prova gravado em 1997 fechando a disciplina “Produção de Programas Radiofônicos”, do curso de comunicação social de uma certa universidade que já mereceu algum crédito.

Orientação: André Barbosa Filho.

Mesa de som: Alfredo Salvador

E aí? O que achou?

E a sua estréia, como foi?

Conte pra gente.

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